domingo, 24 de agosto de 2014

Entrevista para o blog "Estranho Mundo de L. S."

Forasteiras e forasteiros.
 No dia 16 de julho foi publicada uma entrevista concedida por mim, Renan C. P. Soares, ao meu amigo e parceiro L. S. Carvalho, autor do recente As Desventuras de João Basilisco. Falamos do livro Dose de Vingança e de muitos outros assuntos.

Confiram no link: http://oestranhomundodelinik.blogspot.com.br/2014/07/entrevista-com-renan-c-p-soares.html#more

Quando começou a escrever?

  A primeira história com algum nível de complexidade que eu escrevi foi com 13 para 14 anos e se chama Escravos da Escuridão. Ainda tenho os manuscritos (literalmente) desse livro, pois acho que é uma boa ideia, que só precisa de uma escrita mais amadurecida. Quem sabe um dia?

Quem são os seus escritores preferidos?

   Eu, como milhões, devo muito do meu apetite literário à J. K. Rowling. Harry Potter foi meu primeiro livro “grande” que eu li, meu primeiro desafio e me orgulho de dizer que li o primeiro livro, antes de sair o filme no cinema e fazer sucesso no Brasil. Depois da Rowling, cronologicamente, meu contato com outro grande escritor foi o célebre J. R. R. Tolkien, que li, após ver o 1º filme nos cinemas. Tolkien abriu as portas para minha paixão definitiva, a fantasia medieval. A partir daí, tenho diversos outros autores que tive paixão em ler: Marion Zimmer, Leonel Caldela, Bernard Cornwell e mais recentemente, o apaixonante: George Martin.

O que geralmente te deixa inspirado?

   A inspiração é algo engraçado. Comigo acontece meio que do nada. Não chega a ser uma epifania, pois a ideia surge como uma semente, amadurece e só então ganha corpo. Depois da ideia já tá madura, enquanto escrevo, gosto de ouvir músicas instrumentais que tenham a ver com o tema do que escrevo.

 Quais os seus faroestes preferidos? 

  O recente filme de Tarantino, Django Livre, foi o empurrão final para eu escrever Dose de Vingança, inspirado também em sua estética. Mas não há como falar de faroeste, sem reverenciar os clássicos como “O bom, o mau e o feio”, “Por um punhado de dólares” etc.

A nível pessoal, o que achou do seu trabalho Dose de Vingança?

    Vou ser bem sincero. Diferente de outros projetos meus, Dose de Vingança veio mais fácil. Como assim? O esforço mental para construí-lo não foi tão grande, muito pelo fato da inspiração ter sido forte, como também por ter sido um trabalho mais divertido. Criar uma história inspirada nas músicas do Matanza tem que ser no mínimo divertido.

Como prepara o ambiente para escrever? 

   Em um cenário ideal eu estaria sentado, de frente para o computador, com apenas os arquivos do livro aberto. Estaria também ouvindo uma bela trilha sonora inspiradora. É claro que o cenário ideal não existe, ou raramente existe. Então, quando vou escrever, mesmo que seja um parágrafo, tento colocar o fone de ouvido para me isolar um pouco do ambiente externo, nem que seja por 10 minutos. 

Que dica daria para quem está começando? 

    Você é um escritor. Nunca deixe o mercado dizer se você é, ou não um escritor, se você escreve, você o é. No mundo artístico atrelado aos interesses do mercado, só lucra quem não é o artista, salve raras exceções. E mesmo quem consegue ganhar dinheiro, isso não significa somente talento, as vezes não significa em nada talento. Portanto, nunca vincule seus sonhos literários com a vontade financeira. É claro que a realidade material nos bate a porta e muitos de nós aspiram viver do que escreve. Lute por isso, mas tenha um plano de sustentabilidade, pois o ganho não irá depender somente de seu talento. Não desanime com nãos ou com pouco ganho financeiro. E mais importante: Escreva para você. 

Quais os seus planos para o futuro? 

  No campo da literatura eu quero publicar meu livro que já está pronto: Foice-e-Martelo: A Saga Revolucionária, a história de um super herói comunista nos Estados Unidos dos anos 1960.  Também estou no meio de um projeto grande, o maior e mais complexo que já escrevi. Uma fantasia medieval que, a princípio, terá quatro livros. Chama-se Guerras de Nictheran e vou pensar em lança-lo assim que terminar o livro 2. Na verdade pretendo terminar o livro 2 e, além de todo o trabalho de revisões, quero escrever contos sobre o mundo que ajudarão a explicá-lo e me ajudarão a escrever. E aí sim lançar o livro 1.  E é claro, não pretendo parar de escrever. Tenho aquele projeto antigo do qual falei, Escravos da Escuridão, e, quem sabe, uma possível continuidade de Guerras de Nictheran, mas isso vai depender de como os meus personagens conduzirão o livro.

Veja também a entrevista concedida ao blog Vivemos em Livros:  http://vivemosemlivros.blogspot.com.br/2014/08/entrevista-com-renan-c-p-soares.html