segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Resenha de Dose de Vingança feita por Matheus Rocha do blog UMO

É isso mesmo forasteiras e forasteiros de Dose de Vingança. Matheus Rocha, do blog UMO, fez sua resenha do nosso sangrento livro.

Confira diretamente no blog UMO:
http://www.umomt.com/2014/09/resenha-dose-de-vinganca.html

Ou leia direto aqui. 

O Velho-Oeste sempre gera ótimas abordagens, tanto no cinema, desenhos, quadrinhos, literatura ou até mesmo em novelas. Quem se lembra da nostálgicaBang Bang de 2005? Eu lembro que gostava muito de basicamente tudo o que a novela trazia, uma pena que ela não tenha feito tanto sucesso por aqui e retirada do ar com pouco tempo de exibição. Além disso, também gosto de Tex e sou fã do Tarantino. Até hoje não assisti a nenhum filme dele que eu não gostasse. E, com a promessa de que encontraria bastante coisa relacionada a este universo tarantinesco, aceitei a parceria com o autor Renan Soares e seu livro Dose de Vingança.

Logo nas primeiras páginas temos uma ação desenfreada e muito bem descrita. Jack Davis é um garoto que tem sua família completamente dizimada por duas famílias rivais, os Braxters e Rojos. Mais tarde em um cenário típico desta história (comentarei mais pra frente sobre), ele encontra todos os responsáveis por tal atrocidade e ali mesmo acontece sua vingança. Em Thombstone, depois de alguns anos Jack, que no durante seu crescimento se amargurou ao passo que se aperfeiçoou acaba tendo uma virada em sua vida com a chegada da forasteira Debbie. Vale ressaltar que o temperamental Jack aceita qualquer tipo de xingamento, exceto os que ferem a honra de sua família ou tocam no nome de sua mãe.

Debbie acaba arrastando Jack para altas e perigosas aventuras que envolvem grandes roubos e envolvimento em coisas mais pesadas. Só assim para que a vida do mesmo ficasse mais movimentada, pois ele não via nenhuma novidade em sua cidade onde praticamente nada ocorria com o passar dos dias. Mas as coisas ficam ainda mais interessantes quando os dois, em uma cena frenética planejam assaltar um trem que ao que tudo indica transporta algo valioso. E sim, uma pessoa muito importante também. Depois de acontecer uma tragédia envolvendo nosso protagonista ele vai parar em um lugar não muito confortável onde as coisas se tornam um verdadeiro inferno.

Podemos esperar desta história muito tiro, sangue e pólvora. Além de cavalos, sol quente e um cenário interessante. As descrições do autor revelam alguns traços de steampunk, como quando fala de automóveis e trens, revelando também vários aspectos do velho-oeste como um fantástico saloon e sua porta de entrada que balança com a chegada de um novo cliente, na maioria das vezes forasteiros, mas também em personagens típicos como padre, xerife e taberneiro. Aliás, no Saloon de Thombstone iremos nos deparar com dançarinas mexicanas que se passam por dançarinas francesas.

O autor também aborda a questão do racismo de forma interessante em vários momentos distintos. Jack também se vê pensando no assunto quando é posto em cheque sua relação com Debbie, que é negra. São ótimos pontos a se destacar, além das cenas de ação que quase sempre terminam em sangue e mortes. A banda Matanza foi musa inspiradora do autor com suas músicas divertidas. Admito que curto algumas principalmente uma sobre piratas, mas a música que estava na minha playlist enquanto lia a obra era O Inimigo da  banda Vespas Mandarinas. Fez muito sentido pra mim dentro da proposta de Renan.
Com referências que vão desde Django Livre (Quentin Tarantino, 2012) àqueles episódios de faroeste do desenho Picapau, o livro proporciona boas doses de diversão, pois o tema escolhido dá várias brechas para criação de diversas coisas bacanas e o autor sobre orquestrar tudo de forma muito cativante. Seus personagens são, apesar dos pesares, muito bem trabalhados e alguns deles são bem aprofundados, de forma geral são muito fortes. Renan Soares é direto em quase todas as cenas, pontuando tudo o que deve acontecer de forma ágil e sem enrolações. Alguns personagens são apresentados no começo da história e perderam espaço, só aparecendo novamente na metade do livro e, pra não aparecerem mais. Senti uma falta de desenvolvimento neste quesito.
Alguns errinhos foram encontrados pelo decorrer dos capítulos, erros bem bobos de digitação e às vezes de concordância. Estes, facilmente poderiam sair com uma revisão mais caprichada. Fora isso, que atrapalhou um pouquinho a leitura, por conta de ter que ficar tentando achar um sentido em algumas frases, as cenas são bem narradas e a história é muito bem amarrada. Contudo, é um livro feito pra quem gosta de histórias do tipo, de Tarantino ou que queira se aventurar em busca de algo novo!

Avaliação

Já viram a primeira resenha feita de Dose de Vingança?