quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Entrevista com o autor de Dose de Vingança

Renan C. P. Soares,  autor desse faroeste de matar,  Dose de Vingança,  participou de uma entrevista feita pelo blog Vivemos em livros de Thaynara Carvalho. Suas perguntas foram inteligente e permitiu a elaboração de respostas esclarecedoras sobre a obra e o autor. Só temos o que agradecer.

A entrevista está nesse link. Curtam e comentem.

http://vivemosemlivros.blogspot.com.br/2014/08/entrevista-com-renan-c-p-soares.html

12 DE AGOSTO DE 2014


Entrevista com Renan C. P. Soares

Quando foi e como foi que você descobriu que queria ser escritor?
"Comigo, pelo menos, não foi um processo instantâneo. Eu sempre gostei de ler e escrever, mas nunca me preocupei demasiadamente se isso me tornava um escritor ou não. Meu sonho sempre foi ser professor, e hoje, lecionando história, tenho certeza que estou no caminho certo. 
Porém, nos últimos dois, três anos, o processo de escrita na minha vida ganhou grande importância e eu comecei a pensar também no que é ser escritor. O sonho de ser publicado nunca foi muito forte em mim. O processo de escrita em si, sempre foi muito mais importante do que a venda ou não do que foi escrito. 
Com o tempo, pensando na atividade da escrita, notei que, na verdade, o que faz de tu um escritor não é a vinculação do que você escreve com o mercado, muito menos com o sucesso mercadológico de sua obra. Isto está vinculado a muitas outras coisas e poucas têm a ver com talento. Sendo assim, antes mesmo de eu ter conseguido publicar minha primeira obra, percebi que eu era um escritor. E me orgulho disso."

Como é a sua relação com os leitores?
"Meu primeiro livro publicado tem um público muito específico. Dose de Vingança é um faroeste inspirado nas músicas da banda de countrycore Matanza. Apesar de um fã de faroeste poder ler a história e entender e se empolgar mesmo sem conhecer a banda, cerca de 90% do meu público são de fãs da banda. Isso faz dessa relação algo muito interessante, pois ambos (escritor e leitor) têm em comum o gosto pela banda. Somando ao fato de eu ser uma pessoa muito aberta e receptiva, costumo criar relações próximas com vários leitores."

Quais as pessoas que mais te apoiaram neste projeto?
"Acho que todo escritor tem aquele amigo que te apoia de uma maneira especial. Que buscam saber sobre o processo de escrita, ajudam na elaboração, conclusão divulgação e tudo mais. Tenho três pessoas assim na minha vida. São elas o Kiko, Aldenor e o Antônio que, de maneiras diferentes, são muito importante nesse e em outros projetos que tenho.
Essas foram ajudas especiais. Mas todo apoio é importante, como aquele que minha companheira Anne me deu e dá, meu pai Gilberto, minha mãe Ana Lúcia e outros amigos."

Além das músicas do Matanza, onde mais você buscou inspiração?
"Sou fã do Matanza há muitos anos e também há muitos anos achava que as letras poderiam formar uma bela história de faroeste. Mas isso nunca foi o suficiente para me por para escrever. O estopim dessa história sangrenta ocorreu quando fui ao cinema ver Django Livre do diretor Quentin Tarantino. Durante todo o empolgante filme eu me cocei na poltrona pensando “isto é Matanza!!!”. Aquela inspiração final que dá em alguns escritores e que nos faz querer sair correndo para começar a escrever, nem que seja um esboço.
Assim, costumo dizer que a inspiração estética de Dose de Vingança são os filmes de Tarantino, em especial Django Livre. Isso significa, principalmente, a forma caricato e marcante de retratar alguns personagens e situações, além da extrema violência cômica. Coisas que um bom fã de Matanza poderia identificar nas letras da banda."

 Qual o seu trecho preferido do livro, e qual música te inspirou a escrevê-lo?
Caramba, difícil dizer. Gosto muito de todos os trechos do livro que fazem referência à banda, tanto que criei no blog uma parte dedicada a esses trechos e qual música são inspirados.
http://dosedevinganca.blogspot.com.br/p/o-livro.html 

Poderia falar sobre o seu novo projeto "Foice e Martelo"? Por que o intitulou assim?
"Foice-e-Martelo: A Saga revolucionária foi o primeiro livro mais complexo que eu escrevi. Sempre gostei muito de histórias de super heróis e fiquei especialmente animado com Watchmen e V de Vingança do Alan Moore. Somado à isso a minha militância pessoal no campo da esquerda, escrevi a história de um super herói comunista nos Estados Unidos dos anos 1960. O objetivo é, além de trazer debates importantes do campo da esquerda de uma forma mais descontraída e leve, ser uma sátira dos super heróis clássicos das grandes empresas de HQ nos Estados Unidos, principalmente a DC, que são lembrados através de outros super heróis internos da minha história.
O livro está pronto, mas estou com dificuldade no campo da correção por motivos econômicos."

Qual dica você dá para as pessoas que sonham em ter um livro publicado?
"Não vinculem o seu sonho de ser um escritor, ou mesmo de ser publicado, ao mercado. Não será o mercado que fará de você um escritor. Você escreve? Se dedica a isso? Ama isso? Você é um escritor! No mundo do mercado editorial e artístico de uma maneira geral só lucra quem não é o artista, ou seja, os empresários.
Mas é claro que todo escritor quer ter sua obra lida, mesmo que apenas para satisfação de divulgar seus pensamentos. Felizmente, hoje em dia, há maneiras de ser publicado sem precisar, necessariamente, se submeter completamente ao mercado editorial. Sites de auto publicação, editoras alternativas, publicar de forma independente etc. Mesmo que, essas formas não tenham o alcance das grandes editoras que dominam o mercado, você poderá realizar o sonho de ter seu livro em suas mãos e nas mãos de outras pessoas.
O mais importante de tudo: escreva."